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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dados da ONU revelam massacre no Iraque: mais de 1100 mortos e 2 mil feridos só no mês de setembro


A Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI) estimou nesta quarta-feira que o massacre no Iraque deixou mais de 1.119 iraquianos mortos e cerca de 2.000 feridos no país durante o mês de setembro, e informou ainda que o balanço não incluiu as vítimas registradas em Anbar, a maior província do Iraque.

Com base nestes dados, 854 dos mortos são civis e 265 são membros das forças de segurança. Do mesmo modo, entre os 2.000 feridos estão 1.604 civis. A missão da ONU destacou que a província mais afetada foi Bagdá, onde 352 pessoas morreram e outras 983 ficaram feridas.

A UNAMI afirmou que recebeu um “relatório de um grande número de vítimas que faleceu pelos efeitos secundários da violência depois de fugirem de suas casas, como, por exemplo, a falta de água, comida, medicina e assistência médica", embora não pôde verificar todos os casos.

Iraque está submerso no caos e na violência há anos, uma situação que se agravou ainda mais pelos avanços do grupo extremista do Estado Islâmico (EI) que provocou a intervenção militar dos Estados Unidos e de vários países ocidentais, com a realização de ataques aéreos às posições de formação do EI no Iraque e na Síria.

sábado, 27 de setembro de 2014

Estado Islâmico: “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres”


Estado Islâmico fez um apelo aos seus milicianos e seguidores para que matem “de qualquer forma” os cidadãos norte-americanos, europeus e dos países que apoiam a coalizão militar contra eles no Iraque e na Síria, e advertiram a estas nações que pagarão um “preço alto” por atacar-lhe.

“Ataquem os soldados, patrões e tropas dos tawaghit (aqueles que excedem os limites fixados por Alá). Ataquem os seus policiais, agentes de segurança e de Inteligência, assim como os seus agentes traidores. Destruam as suas camas. Amarguem as suas vidas e ocupem-se deles”, indicou Abú Muhamad al Adnani, o porta-voz do Estado Islâmico, em um comunicado publicado na Internet e difundido pelo jornal digital 'The Long War Journal'.

“Se podem matar um infiel norte-americano ou europeu, especialmente os franceses sujos e vingativos, ou um australiano, um canadense ou qualquer infiel que promova a guerra infiel, incluindo aqueles cidadãos que aderiram à coalizão contra o Estado Islâmico, confiem mais uma vez em Alá e os matem de qualquer forma que se possa fazer”, destacou. "Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes, escravizaremos as suas mulheres com a permissão de Alá, o elevado", assegurou.