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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Eleições 2014: 99,5 milhões de brasileiros não votaram em Dilma no primeiro turno


Parei para analisar os votos do primeiro turno das eleições 2014, levando em conta o número total do eleitorado brasileiro segundo os dados oficiais do TSE, divulgado em: divulga.tse.jus.br/oficial. Veja como ficou:


A verdade é que Dilma Rousseff teve um grande número de rejeições no primeiro turno. Levando em conta os votos brancos, nulos, abstenções e os votos para outros candidatos, 99.553.690 pessoas - quase a metade da população brasileira e que corresponde a 69,67% do eleitorado total - se recusaram a votar no primeiro turno pela reeleição da presidente.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Brasileiros podem ajudar a conferir os votos das eleições 2014

O Você Fiscal (http://www.vocefiscal.org) é um projeto de Diego Aranha— professor e pesquisador da Unicamp em segurança digital e votação eletrônica — e Helder Ribeiro, que coloca na mão de todo cidadão e cidadã o poder de fiscalizar e dar transparência às eleições em 2014.

Tocado e financiado coletivamente pela sociedade civil, sem fins lucrativos e sem vinculação a nenhum partido, grupo ou empresa, trata-se de motivar os eleitores a se tornarem um "fiscal cidadão", "adotando" uma zona na qual se comprometem a fiscalizar pelo menos um Boletim de Urna (B.U.) nela. O objetivo, portanto, é levar transparência eleitoral a todos os cantos do Brasil. 

Não precisa ser a zona eleitoral que consta no próprio título de eleitor. Caso a pessoa esteja longe da sua cidade, nada impede que contribua com a transparência eleitoral fotografando BUs onde estiver. 

O que é um Boletim de Urna (BU)?

O BU é o “saldo” que toda urna imprime no final da votação com o total de votos para cada candidato naquele aparelho.

Acabou a votação (17h), o Boletim de Urna deve ser afixado em local público (ex.: a porta da seção eleitoral). 

Com ou sem o aplicativo do Você Fiscal, o eleitor tira foto do Boletim de Urna e envia para a equipe do Você Fiscal.

Comparando os BUs enviados pelos eleitores com os publicados oficialmente pelo TSE, será possível detectar caso haja erro na transmissão dos dados ou fraude no trajeto da urna após a votação.

Com muitos BUs, é possível também estimar por amostragem um resultado independente e compará-lo com o oficial do TSE, sendo assim possível detectar erros ou fraudes no software que centraliza e soma os votos de todo o país. Quanto mais gente, mais preciso o resultado independente!

É mesmo possível tirar foto do boletim de Urna? Não é proibido?

Não é proibido. Pelo contrário, é obrigatório que o Boletim de Urna seja afixado em local publicamente visível, conforme determina o artigo 82 da resolução 23399 de 2013 do TSE. É uma boa ideia levar uma foto de celular ou uma cópia impressa deste artigo, só para garantir.

Para entender melhor o projeto veja o vídeo explicativo: 


Fontes: Zenit e Você Fiscal

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eleições 2014: em defesa da vida ou a favor do aborto?


(Texto aprovado na reunião da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 – CNBB, em 23/08/2014)
Em janeiro de 2014, o papa Francisco, ao dirigir-se ao corpo diplomático sediado no Vaticano, declarou que «causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto», pecado que o santo padre qualificou de manifestação da «cultura do descarte» contemporânea e «negação da dignidade humana»
A dignidade inviolável da vida humana inocente, em todas as suas fases, não é apenas um princípio do Evangelho como também um fundamento para a construção de uma sociedade que promova efetivamente a dignidade da pessoa humana. É com esse pensamento, e com o propósito de atender aos apelos do papa Francisco, como também dos papas anteriores, Bento XVI e S. João Paulo II, que a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB vem a público, neste período de eleições, propor uma reflexão sobre esse assunto de vital importância, sem medo de exercer igualmente o papel profético da denúncia, convencida de que calar-se sobre este ponto equivaleria a omitir-se gravemente no cumprimento de sua missão.
Infelizmente, ao se fazer um balanço sobre a atuação do atual governo na questão da defesa da vida, os resultados obtidos foram indiscutivelmente sombrios. Neste período de governo, podemos assinalar os seguintes fatos: